quarta-feira, 14 de julho de 2010

Costurando estrelas

Costurava estrelas quando chegaste.
Robusto e belo.
Brilhante e calmo.
Costurava e parei.
Observei teus caminhos.
Tive medo e não segui...
O céu me chamava aflito.

Costurava estrelas quando foste embora.
E eu continuei reticente.
Linha indo, linha voltando.
As estrelas brilhavam e eu as unia uma a uma,
sonho a sonho,
faina a faina,
tecendo uma rede brilhante.
Por toda a vida.
Lá de baixo, vejo contemplarem meu trabalho imenso
perdido nesse azul errante.
Lá em baixo eles sonham.
Lá embaixo eles amam.


2 comentários:

Solange Maia disse...

e assim faz-se o amor, nesse vai e vem das agulhas, nesse costurar que emenda uma ponta à outra...

lindo texto.

beijos

Yasmin Lara disse...

Obrigada pelo comentário, Solange!
O amor é a linha. É a liga. É o motivo.



Abraços.
=)