domingo, 1 de novembro de 2009

Borboleta

Perdoe a mim, amor desencontrado,
essa minha vasta e grande demora.
É que não sou a favor do tempo,
ando de mãos dadas ao vento,
e com ele vou-me embora.
Aguarde alerta a minha chegada,
que um dia ,enfim, apareço.
Nunca te vi, mas não te esqueço.
Só vôo longe, desgarrada.
Perdoe, sim, essa amarga demora.
Nosso imperdoável desencontro.
Sei que tudo já está pronto,
mas não sei chegar agora.




Imagem: Alegoria da Seda, Salvador Dalí

6 comentários:

Márcio Vandré disse...

Eu também ando de mãos dadas com o vento.
O tempo passa, às vezes doce.
ÀS vezes não passa.
E eu não ligo.

Um belíssimo texto!
Escritora!! :D

Beijão!!

Yasmin Lara disse...

Também não ligo Marcinho...
Mas pior é quando não passa.

Obrigada pelo comentário.
beijinhos

Tatiane Trajano disse...

Ando solta no vento e quem sabe em algum momento... ei o amor de encontrar!

Gostei muito do texto!

=***

Márcio Vandré disse...

Yasmin!!
Tem selo pra ti!! :D
Um beijão!! =**

Varnion, o lobo solitário disse...

Vamos nos deixando soltos ao vento esperando que ele nos leve de forma natural e simples a um bom caminho.

Muito bom.

Yasmin Lara disse...

Obrigada pelo comentário, moço.

beijinhos